Perito foi nomeado pela Justiça do Rio de Janeiro para levantar valor a ser pago pela CBF Foto: Thais Jorge/SVM

Icasa aguarda definição do valor de indenização a ser paga pela CBF; estimativa é de R$ 90 milhões

A diretoria do Icasa aguarda um laudo pericial para saber quanto receberá da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em indenização ao dano material sofrido em 2013, quando não subiu para a Série A do Brasileiro por um erro da entidade que rege o futebol brasileiro.

 

O processo do clube caririense contra a CBF se arrastava desde 2018 na justiça comum e foi parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o Verdão teve parecer favorável. A confederação não recorreu novamente e o caso foi arquivado definitivamente. Com isso, a indenização terá que ser paga.

 

A Justiça do Rio de Janeiro, onde o caso se iniciou oficialmente em 2018, apontou um perito para juntar os documentos e calcular o valor que a CBF terá que pagar ao Icasa e apesar de ainda não haver uma quantia oficial, estima-se que o time receberá cerca de R$ 90 milhões.

 

Quando for definido, o montante terá descontos de processos trabalhistas que o Verdão perdeu na justiça e os advogados do Icasa ficarão com 30% do valor, referente a honorários, como afirmou o presidente icasiano, Celso Pontes, em entrevista à rádio O POVO CBN Cariri.

 

Apesar de ter sido condenada a indenizar o Icasa, a CBF ainda poderá contestar o valor a pagar e caso isso aconteça o clube ainda pode demorar mais tempo para receber o que lhe caberá do montante.

 

O dano material reclamado pelo Icasa se refere a escalação irregular do jogador Luan Niezdzielski, que na época era atleta do Figueirense, em uma partida contra o América-MG. Ele estava suspenso, mas jogou e por isso colocou o time de Santa Catarina em condição irregular.

 

O Verdão ingressou na justiça desportiva, solicitando a perda de pontos da equipe catarinense, pois havia ficado apenas um ponto atrás do Figueirense, que ficou em 4º lugar, a última posição que dava acesso à elite do futebol nacional para 2014. O caso acabou prescrevendo e anos depois o Icasa buscou a justiça comum.

 

A CBF ainda não se posicionou oficialmente sobre o caso.

 

(Diário do Nordeste, Escrito por Brenno Rebouças)

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