De Zunga a Rei: cidade do Espírito Santo relembra história de Roberto Carlos — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

De 'Zunga' a Rei: Cachoeiro relembra histórias do cantor Roberto Carlos antes de show de aniversário

Antes de tocar os corações de milhões de fãs, o Rei Roberto Carlos já foi "Zunga", um menino extrovertido, apaixonado por música e bastante conhecido por brincar nas ruas de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.

 

Décadas depois, a cidade onde a história do cantor começou se prepara, mais uma vez, para celebrar o aniversário do rei com um show especial neste domingo (19), que promete reunir fãs e amigos que acompanharam de perto a trajetória do artista, um dos maiores nomes da música brasileira.

 

Antes de tocar os corações de milhões de fãs, o Rei Roberto Carlos já foi "Zunga", um menino extrovertido, apaixonado por música e bastante conhecido por brincar nas ruas de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.

 

Décadas depois, a cidade onde a história do cantor começou se prepara, mais uma vez, para celebrar o aniversário do rei com um show especial neste domingo (19), que promete reunir fãs e amigos que acompanharam de perto a trajetória do artista, um dos maiores nomes da música brasileira.

 

O colega que viu o talento nascer

 

Aos 13 anos, Roberto dividiu a sala de aula no Colégio Liceu Muniz Freire, com o hoje professor aposentado Rogério Franzotti. A lembrança é de um garoto comunicativo e já com um dom evidente.

 

"Gostava de contar piada, era muito riso, muita alegria nos intervalos e na sala de aula também. Ele era uma pessoa extrovertida", lembrou Rogério.

 

Mesmo sem ser destaque em todas as matérias, o boletim da época guardado como relíquia até hoje revela que era na música que ele brilhava.

 

"Ele sempre teve essa voz suave, essa voz que emociona. Sempre teve essa voz bonita. O Zé Nogueira, que era o professor de violão, já falava nota, ele já entendia de tudo", contou.

 

Onde o Rei aprendeu as primeiras notas

 

O Conservatório de Música de Cachoeiro guarda registros da passagem do artista ainda criança. Fichas antigas, fotos e documentos viraram uma espécie de museu no local.

 

Segundo a diretora Mariangela Contarini, o local recebe visitantes de todo o Brasil. "Vem gente de vários estados só para conhecer onde ele estudou. É muito emocionante para a gente", disse.

 

Fé começou na infância

 

Foi também em um colégio católico "Jesus Cristo Rei" que Roberto desenvolveu a religiosidade presente em muitas de suas canções, como "Nossa Senhora", "Jesus Cristo" e "Luz Divina".

 

A escola preserva até hoje a sala onde ele estudou, com os móveis originais, além de um medalhão da congregação dado ao cantor como símbolo de fé, devoção e proteção.

 

"Nós tivemos três irmãs que foram professoras dele. Nossa escola colaborou para que este rei, Roberto Carlos, se desenvolvesse. Nós o acolhemos e ele também lembra de nós com muito carinho", disse a Irmã Tamires, freira do colégio.

 

Amizade que atravessa décadas

 

Pelas ruas de Cachoeiro, Roberto Carlos não é só uma estátua na praça, é um "amigo de fé, irmão camarada", que o médico Paulo Ney Viana guarda "do lado esquerdo do peito".

 

Vizinho de infância, o médico cresceu ao lado do cantor. "A rua tem 200 metros, nós nos encontrávamos toda hora. A gente jogava bola, pião, pique-esconde, bola de gude", relembrou.

 

Mesmo após a fama, a amizade continuou sem formalidades. "Quando a gente se encontra, normalmente só sai besteira. Existe uma amizade que é revivida na hora do encontro. E aí a gente conversa livremente, sem formalidade", completou Paulo.

 

Bolo de confeiteira capixaba virou tradição

 

Desde 2009, uma tradição acompanha o aniversário do cantor em Cachoeiro, o bolo oficial da comemoração. A responsável é a confeiteira Déia Cabelino, que mantém a receita em segredo, mas revela os sabores:

 

"Abacaxi, doce de leite, coco, e doce de leite de novo. O nosso bolo tem quatro recheios. Ele gosta muito, sempre elogia. Ele diz que bolo gostoso ele só come em Cachoeiro", disse Déia.

 

Cachoeiro ainda é casa do Rei

 

Roberto Carlos deixou Cachoeiro de Itapemirim ainda jovem para seguir carreira no Rio de Janeiro, onde se consagrou como um dos maiores nomes da música popular brasileira.

 

Mas, para quem vive na cidade, ele nunca deixou de ser o menino que cresceu entre ruas simples, escola, rádio e primeiras apresentações.

 

Neste domingo (19), no dia do aniversário do cantor, Cachoeiro volta à cidade para cumprir a tradição de comemorar a data na cidade. A útima apresentação tinha sido em abril de 2023, quando comemorou 82 anos.

 

(G1 Espírito Santo e TV Gazeta, por Gustavo Ribeiro, Viviane Machado)

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